A participação política dos jovens e o papel das ligas juvenis dos partidos políticos na promoção da democracia estiveram em debate nesta terça-feira, 11 de agosto, na Cidade de Pemba, durante a IX Conferência Nacional da Juventude, que reúne cerca de mil jovens para reflectir sobre os desafios, as oportunidades e o papel da juventude no desenvolvimento de Moçambique.
O painel sobre Juventude e Governação discutiu os desafios relacionados com a participação, representação, liderança e acesso dos jovens aos espaços de tomada de decisão, tanto no interior dos partidos políticos como nas estruturas de governação.
O debate juntou diferentes perspectivas políticas e permitiu analisar o contributo das ligas juvenis partidárias na defesa de uma maior participação dos jovens na vida política e no fortalecimento da democracia em Moçambique.
Entre os momentos de destaque esteve a partilha de experiências de Francisco Pagule e Silva Livone, ambos antigos líderes juvenis partidários e actualmente titulares de cargos governativos, respectivamente como governador da província de Inhambane e secretário de Estado na província do Niassa. As suas intervenções trouxeram ao debate uma perspectiva concreta sobre a transição da liderança juvenil partidária para o exercício de responsabilidades públicas, bem como sobre os desafios e as oportunidades associados à presença de jovens nos espaços formais de decisão.
A conferência contou igualmente com a intervenção do Presidente da República, que encorajou os jovens presentes, destacando que “o maior activo estratégico do país é a juventude” e que “a juventude é a agenda do Estado e a prioridade da nação”.
O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) participa, como parceiro, na organização da IX Conferência Nacional da Juventude. A sua participação enquadra-se no Programa Pro-Cívicos & Direitos Humanos e na iniciativa Escolas para a Democracia, através dos quais promove espaços de diálogo e participação dos jovens na vida democrática e nos processos de tomada de decisão.
O Programa Pro-Cívicos & Direitos Humanos é financiado pela Embaixada da Finlândia em Moçambique.











