O investigador e académico Carlos Serra defendeu nesta quinta-feira, 21 de agosto, que o Parlamento e as assembleias provinciais desempenham um papel insubstituível na orçamentação e financiamento climático em Moçambique. O posicionamento foi manifestado durante a sua intervenção como orador na IX Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas, que teve lugar na cidade de Maputo.
Na ocasião, Serra afirmou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma ameaça distante e já são uma realidade que afecta directamente as comunidades, a economia e o desenvolvimento do país. “O ano de 2024 foi o mais quente em 175 anos de registo, e fenómenos como cheias, secas e ciclones estão a agravar a vulnerabilidade das populações moçambicanas”, alertou, citando relatórios da Organização Meteorológica Mundial e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
A Plataforma Nacional das OSC sobre Mudanças Climáticas (PNOSCMC), defendeu esta posição na quintinta feira, 21 de agosto, durante a IX Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas, organizada sob o lema “Financiamento Climático e Transição Justa”, que teve lugar na cidade de Maputo.
Falando à margem do encontro, o Oficial de Advocacia e Coordenação da plataforma, Zinérsio Sitoe, sublinhou que Moçambique “está na linha da frente da crise climática” e que a resposta deve colocar a justiça climática no centro das políticas.
A Engenheira Agrónoma no Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo, Fernanda Saia, em representação ao Secretário de Estado, apelou para uma maior responsabilidade e engajamento de todos os sectores sociais na promoção de uma transição justa e no uso transparente do financiamento climático.
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