WhatsApp Image 2026 05 06 at 07.57.11 1Gorongosa acolheu esta terça-feira, 6 de Maio, uma formação provincial dirigida a organizações da sociedade civil (OSCs), líderes comunitários e religiosos, jovens, mulheres e representantes de associações comunitárias, com enfoque no associativismo como instrumento de reconciliação, reintegração comunitária e promoção da paz. A iniciativa decorre sob o lema “Promovendo a Coesão Social e Reconciliação nas Comunidades Locais” e junta cerca de 50 participantes da província de Sofala.

Na sessão de abertura, Fidália Maculuve, em representação do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), destacou que os desafios ligados à construção da paz e ao reforço da confiança entre cidadãos, comunidades e instituições exigem respostas locais mais inclusivas e sustentáveis. Segundo afirmou, “a paz sustentável não se constrói apenas ao nível central, mas sobretudo a partir das comunidades, onde as dinâmicas sociais acontecem e onde os conflitos podem ser prevenidos, geridos e transformados”.

Na sua intervenção, Fidália Maculuve sublinhou que o associativismo comunitário desempenha um papel estratégico na promoção da coesão social, inclusão económica e mediação de conflitos, sobretudo em zonas afectadas por violência e fragilidades sociais. Referiu ainda que muitas associações continuam a enfrentar dificuldades ligadas à formalização legal, acesso a financiamento e fortalecimento institucional, factores que limitam a sua capacidade de intervenção nas comunidades.

“Ao capacitar associações comunitárias, estamos a investir em verdadeiros pilares das infraestruturas de paz”, afirmou, acrescentando que estas organizações possuem legitimidade social e proximidade com as populações, podendo desempenhar um papel determinante na reintegração de ex-combatentes, apoio às vítimas de conflito e promoção da convivência pacífica.

A representante do IMD considerou ainda que a promoção da paz depende de acções concretas, diálogo permanente e criação de oportunidades para as comunidades locais. “A paz constrói-se todos os dias, com inclusão, diálogo e oportunidades”, afirmou perante os participantes da formação.

WhatsApp Image 2026 05 06 at 07.57.10 2Por sua vez, o presidente do Fórum Provincial das ONGs de Sofala (FOPROSA), Amadeu Haje, defendeu que o associativismo deve ser encarado como uma ferramenta prática de reconstrução social e reconciliação comunitária. Na sua intervenção, afirmou que “o associativismo não é burocracia; é a tecnologia social que vamos usar para derrubar muros e construir pontes”.

Segundo Amadeu Haje, muitas comunidades continuam marcadas pelas consequências de conflitos e divisões sociais, situação que exige novas formas de convivência e cooperação colectiva. Explicou que, quando pessoas anteriormente separadas por desconfianças ou conflitos passam a trabalhar juntas em associações comunitárias, deixam gradualmente de se ver como adversárias.
“O associativismo substitui o dedo que aponta pelo braço que ajuda”, afirmou, defendendo que o trabalho colectivo cria espaços concretos de diálogo, confiança e reconciliação.

Dirigindo-se aos líderes comunitários e jovens presentes, Amadeu Haje apelou à abertura das associações e à inclusão social de pessoas anteriormente marginalizadas. “Reintegrar alguém na comunidade através de uma associação é devolver a essa pessoa a sua dignidade. É dizer: ‘Tu és útil, tu fazes falta’”, declarou.

A formação enquadra-se nos esforços de fortalecimento das capacidades organizacionais, legais, económicas e cívicas das associações comunitárias, com enfoque na formalização legal, governação interna, elaboração de projectos, angariação de recursos, empreendedorismo comunitário e promoção da paz e reconciliação. O programa inclui igualmente sessões práticas sobre criação e gestão de associações, mediação comunitária e desenho de projectos de

A formação realizada em Gorongosa é organizada pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), em parceria com o Fórum Provincial das ONGs de Sofala (FOPROSA), no âmbito dos programas PROPAZ – Cultura para Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social e Mozambique Civilian Peace Architecture. A iniciativa conta com financiamento da União Europeia e da Open Society Foundation.

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