WhatsApp Image 2026 05 14 at 16.48.49A sustentabilidade dos órgãos de comunicação social é uma condição essencial para garantir o acesso dos cidadãos à informação credível, fortalecer o escrutínio público e proteger a democracia em Moçambique. A posição foi defendida esta quinta-feira, 14 de maio, em Maputo, pelo Director Executivo do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), durante a abertura da Conferência Nacional sobre Sustentabilidade dos Media, que durou dois dias.

Na sua intervenção, o Director Executivo do IMD alertou que o crescimento acelerado das plataformas digitais está a alterar profundamente a forma como a informação é produzida e consumida, criando pressões crescentes sobre a qualidade do jornalismo.

“A pessoa acorda, abre o seu celular e é imediatamente bombardeada por dezenas de manchetes, vídeos curtos, comentários e ‘breaking news’, muitas vezes produzidos sem o rigor jornalístico necessário”, afirmou. “Todos querem ser os primeiros a divulgar a informação, mas poucos se preocupam suficientemente com a veracidade, profundidade e qualidade do conteúdo divulgado.”

Segundo explicou, embora as plataformas digitais tenham ampliado o acesso à informação e a participação dos cidadãos no debate público, também aumentaram os riscos de desinformação e superficialidade analítica, reduzindo o espaço para investigação e análise aprofundada.

Mulhovo alertou ainda que os desafios enfrentados pelos media não se limitam à transformação tecnológica. O sector enfrenta igualmente dificuldades económicas, agravadas pela migração da publicidade para plataformas digitais globais e pela crescente competição por financiamento.

Perante este cenário, defendeu que os órgãos de comunicação social precisam adaptar-se às novas dinâmicas digitais sem abandonar os princípios fundamentais do jornalismo, como o rigor, a ética e a verificação da informação. Para isso, apontou a necessidade de investir em inovação, jornalismo de dados, fact-checking e novos modelos de sustentabilidade financeira.

“Uma democracia forte precisa de cidadãos bem informados. Precisa de debate público de qualidade. Precisa de média independentes, profissionais e credíveis”, declarou, sublinhando que o enfraquecimento do jornalismo compromete a fiscalização do poder, a transparência e o combate à corrupção.

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A conferência decorre sob o lema “Discutir a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social é também reflectir sobre a democracia” e inclui debates sobre inteligência artificial, ética jornalística, sustentabilidade financeira, independência editorial e regulação do espaço digital. O evento reuniu jornalistas, académicos, representantes do Governo, reguladores, organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação para discutir os desafios económicos, tecnológicos e políticos que afectam o futuro da comunicação social no país.

Na sessão de abertura, intervieram igualmente o Director Executivo do Jornal Evidências, Nelson Mucanze, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Rasaque Manhique, e do ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Ismael Valá, que presidiu à cerimónia em representação do Presidente da República.

O evento é promovido pelo Jornal Evidências com apoio do IMD, em parceria com o MISA Moçambique e o Instituto Superior de Comunicação Social (ISCS).

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