Representantes da Plataforma da Sociedade Civil da Província de Manica (PLASOC) e do Fórum das Organizações da Sociedade Civil de Manica (FOCAMA) defenderam o fortalecimento do associativismo comunitário como ferramenta estratégica para promover a paz, prevenir conflitos e reforçar a inclusão social nas comunidades. As intervenções foram feitas durante uma formação provincial realizada em Gondola, que reuniu organizações da sociedade civil, líderes comunitários e associações locais para debater o papel das organizações comunitárias na reconciliação e coesão social.
Falando durante o encontro, o Director Executivo da PLASOC, Danilo Mairoce, afirmou que as associações comunitárias desempenham um papel central na restauração da confiança entre cidadãos e no fortalecimento da convivência pacífica nas comunidades. Segundo explicou, o associativismo vai além da simples organização social, funcionando igualmente como mecanismo de participação cidadã, defesa de direitos e promoção do desenvolvimento económico local.
“As associações comunitárias não são apenas espaços de organização social; elas constituem mecanismos concretos de participação cidadã, de defesa de direitos, de promoção do desenvolvimento económico local e, acima de tudo, de reconstrução do tecido social”, afirmou.
Danilo Mairoce considerou que o actual contexto social exige organizações mais fortes, participativas e comprometidas com a promoção da paz e prevenção de conflitos. Para o responsável, as comunidades precisam de maior capacidade de diálogo, inclusão e solidariedade para responder aos desafios sociais e económicos enfrentados pelo país.
O Director Executivo da PLASOC destacou ainda que a província de Manica possui experiências positivas de organizações comunitárias envolvidas na mediação de conflitos e promoção da convivência social. Contudo, reconheceu a persistência de desafios relacionados com a formalização legal, governação interna e sustentabilidade financeira das associações comunitárias.
“Que esta formação não termine apenas em conhecimentos teóricos, mas que produza resultados práticos nas comunidades que representamos”, apelou.
Por seu turno, o representante do Fórum das Organizações da Sociedade Civil de Manica (FOCAMA), João Pedro Atibo, sublinhou que Moçambique atravessa um momento particularmente sensível, marcado por desafios sociais, económicos e humanitários agravados pelos conflitos armados, mudanças climáticas, ciclones e deslocamentos populacionais.
Segundo afirmou, as organizações da sociedade civil assumem actualmente um papel cada vez mais relevante na promoção da estabilidade social e reconstrução do tecido comunitário. “Hoje, mais do que nunca, precisamos de organizações fortes, organizadas e comprometidas com a promoção da paz, da tolerância, da inclusão social e do diálogo comunitário”, declarou.
João Pedro Atibo considerou ainda que o associativismo cria oportunidades concretas para a resolução pacífica de conflitos e construção de soluções colectivas para os problemas comunitários. Para o responsável, as organizações comunitárias devem funcionar como espaços de inclusão, solidariedade, diálogo e transformação social.
“As nossas organizações devem ser espaços de inclusão, solidariedade, diálogo e transformação social”, afirmou, apelando aos participantes para aproveitarem a formação como oportunidade de aprendizagem, partilha de experiências e fortalecimento institucional.
A iniciativa é organizada pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), em parceria com a Plataforma da Sociedade Civil da Província de Manica e o Fórum Sociedade Civil de Manica, no âmbito dos projectos PROPAZ – Cultura para a Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social e Mozambique Civilian Peace Architecture. As iniciativas contam com financiamento da União Europeia e da Open Society Foundation, parceiros que apoiam acções de promoção da paz, coesão social e participação cívica em Moçambique.
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