WhatsApp Image 2026 05 19 at 13.44.28 1O Governo da Província de Tete defendeu esta terça-feira, no distrito de Moatize, o reforço do associativismo comunitário como instrumento estratégico para promover a paz, a reconciliação e a reintegração social nas comunidades afectadas por conflitos.

Falando na abertura da formação das organizações da sociedade civil (OSCs) sobre associativismo como ferramenta de reconciliação e reintegração comunitária, em representação do Governador da Província de Tete, o Director Provincial de Indústria e Comércio,Ofélio Geremias, afirmou que Moçambique continua a enfrentar desafios ligados à consolidação da paz e à reconstrução da confiança social, sobretudo em comunidades marcadas por conflitos e fragilidades institucionais.

Segundo o dirigente, as organizações comunitárias desempenham um papel importante na mediação social, promoção do diálogo e fortalecimento da coesão social. “As associações comunitárias e organizações da sociedade civil desempenham um papel estratégico na promoção da coesão social, reconciliação e desenvolvimento socioeconómico”, afirmou.

O representante do Governo provincial considerou ainda que o fortalecimento do associativismo pode contribuir para melhorar a participação dos cidadãos na vida pública e reforçar os mecanismos locais de prevenção de conflitos e promoção da estabilidade social. Neste contexto, destacou a importância do Diálogo Nacional Inclusivo como uma oportunidade para aprofundar a participação social e fortalecer a governação participativa no país.

WhatsApp Image 2026 05 19 at 13.44.23 1Por sua vez, o IMD defendeu que o fortalecimento das organizações da sociedade civil é essencial para ampliar a cidadania activa e construir comunidades mais resilientes e inclusivas. Na sua intervenção, a Coordenadora de Programas desta organização, Fidália Macukuve, afirmou que as OSCs continuam a ser uma das principais ligações entre os cidadãos e as instituições públicas, sobretudo em contextos onde persistem desafios relacionados com a exclusão social, fragilidade económica e conflitos comunitários.

“As associações locais têm sido, muitas vezes, os primeiros espaços de solidariedade, diálogo e apoio comunitário”, afirmou, acrescentando que estas estruturas desempenham um papel relevante na mobilização das comunidades, na reintegração social e na prevenção de conflitos.

Maculuve alertou, contudo, que muitas organizações comunitárias continuam a enfrentar limitações técnicas, organizacionais e económicas, o que reduz a sua capacidade de actuação e sustentabilidade. Para responder a este desafio, a instituição defende maior capacitação das OSCs em matérias como governação interna, formalização legal, mobilização de recursos e elaboração de projectos comunitários.

“Queremos fortalecer associações capazes de promover a cidadania activa, mobilizar as comunidades, implementar iniciativas de rendimento e contribuir para a construção de comunidades mais pacíficas, inclusivas e resilientes”, referiu Fidália Maculuve na sua intervenção.

O encontro reúne representantes de associações comunitárias, líderes religiosos e comunitários, jovens, mulheres, ex-combatentes e plataformas da sociedade civil, num momento em que várias organizações defendem maior envolvimento das comunidades na construção da paz e na resolução de problemas sociais ao nível local.

A formação é promovida pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), através dos programas PROPAZ – Cultura para a Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social e Mozambique Civilian Peace Architecture, em parceria com plataformas provinciais da sociedade civil, com apoio da União Europeia, Open Society Foundation e UNESCO.

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