Partidos da oposição em Moçambique clamam por uma democracia inclusiva e toleranteOs partidos da oposição com assentos nas Assembleias, da República (AR), provinciais (AP) e municipais (AM) em Moçambique clamam por uma democracia representativa, inclusiva e tolerante para o pulsar do Estado de direito democrático no país.

Os presidentes e secretários-gerais dos partidos mantiveram um encontro com uma Missão de Solidariedade das Mulheres Líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para com as Mulheres e o Povo de Moçambique, acto que teve lugar quarta-feira, em Maputo.


Partidos da oposição em Moçambique clamam por uma democracia inclusiva e tolerante mussanhaneFalando sobre o tema "Engajamento inter-geracional com partidos políticos signatários do Compromisso Político para o Diálogo Nacional Inclusivo e ligas femininas por partidos", o chefe da bancada do Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) na AR, Sebastião Mussanhane, disse esperar que o Compromisso do Diálogo, ora aprovado hoje pela AR, por aclamação, traga uma descentralização em todos os poderes do Estado.
 Apontou a descentralização no sistema judiciário, em como um dos mecanismos mais viáveis de se desvincular da dependência do poder político.

“No nosso país falta a descentralização do poder judicial. Se formos a ver, o poder judicial é bastante influenciado pelo poder político e isso é inaceitável, inadmissível”, disse.

Por seu turno, Clementina Bomba, secretária-geral da Renamo, o segundo partido da oposição, disse que a violência que se registou a seguir às VII eleições presidenciais e legislativas e as IV provinciais, realizadas a 09 de Outubro de 2024, separaram muitas famílias, facto que surgiu devido ao não cumprimento da legislação eleitoral.

Partidos da oposição em Moçambique clamam por uma democracia inclusiva e tolerante clementina bombaSegundo Bomba, há um cepticismo nos partidos da oposição porque várias alterações legais foram executadas no país para aprimorar a legislação. “Ainda que se façam alterações profundas mas se todas as leis a serem revistas não forem cumpridas, nada teremos feito”, disse.

 A Secretária-geral da Renamo, o segundo partido da oposição mostrou preocupação com o facto de a violência pós eleitoral ter trazido muito sofrimento para as mulheres, uma vez que famílias perderam crianças e pais que as amparavam.

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Já a Secretária-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) Leonor Lopes, entende que a Frelimo, partido no poder, usa os órgãos do Estado para desrespeitar as mulheres dos partidos da oposição, chegando a serem discriminadas nas diversas situações.

“Nós, mulheres da oposição parece que não somos mulheres moçambicanas mas que o governo saiba que nós somos de facto mulheres moçambicanas sim”, afirmou Leonor Lopes.
Acrescentou que as manifestações pós-eleitorais surgiram porque a democracia não foi respeitada pelos órgãos eleitorais, e as consequências recaem sobre as mulheres.

Num outro desenvolvimento, a líder da Missão de Solidariedade das Mulheres Líderes da SADC para com as Mulheres e o Povo de Moçambique, Gertrudes Mongella, disse não ser justo ficar nos seus países e a ver as vizinhas a sofrer consequências das manifestações e não tomar nenhuma decisão.

Partidos da oposição em Moçambique clamam por uma democracia inclusiva e tolerante clementina bombaPor isso, segundo a tanzaniana Mongella, que é, igualmente, defensora global dos Direitos das Mulheres e da Integração Política, há uma premente necessidade de trocar ideias como forma de buscar soluções mais rápidas e viáveis para travar o sofrimento das mulheres no país, em particular, e na região da SADC, e no mundo, no geral.

 “Temos que trocar ideias e ainda bem que abriram as portas para nós estarmos cá. Os problemas que acontecem aqui, também lá fora, têm acontecido porque as mulheres estão a ser marginalizadas. Por isso, é importante termos um diálogo sério e temos que olhar para o desenvolvimento humano e contínuo para reconstruir e alterar as leis”, afirmou.

A Missão, que terminou a sua visita de trabalho quinta-feira, foi, igualmente, recebida pelo Chefe de Estado, Daniel Chapo, e pela Presidente da AR, Margarida Talapa, bem como manteve encontros com diversas outras personalidades moçambicanas.

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A Missão visa concretizar o espírito de unidade, o apoio mútuo e a responsabilidade partilhada na SADC; estimular a participação da mulher na resolução de conflitos e reforçar as redes/acções colaborativas de mulheres ao nível da região, bem como apelar ao fim imediato da violenta agitação política e social e promover o diálogo político inclusivo.

A vinda desta Missão a Moçambique enquadra-se nos esforços de diálogo político pós-eleitoral e é organizado pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (Fundação MASC).
O apoio do IMD foi possível no âmbito do programa PROPAZ, financiado pela Embaixada da União Europeia.

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