Cerca de 70 participantes nacionais e internacionais reuniram-se esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, para participar no Expert Meeting sobre Reconciliação e Unidade Nacional, sob o lema “Repensar a Reconciliação e Unidade Nacional em Moçambique – Lições do Passado e Caminhos para o Futuro”. O encontro teve lugar no Hotel Cardoso e reuniu especialistas, membros da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), representantes do Governo, sociedade civil, academia, juventude, mulheres, líderes religiosos e parceiros de cooperação.
Na sua intervenção de abertura, o Presidente da COTE, Edson Macuacua, defendeu a necessidade de Moçambique renovar os fundamentos da unidade nacional, de modo a responder aos actuais desafios políticos, sociais e económicos que afectam a coesão social e a estabilidade do país.
“Hoje precisamos actualizar os nossos conceitos sociais da unidade nacional em prol da consolidação de uma nação em que todos os moçambicanos sintam-se igualmente activos e com orgulho de pertença a esta mesma colectividade”, afirmou.
Segundo Macuacua, os princípios históricos da unidade nacional continuam relevantes, mas carecem de uma nova configuração capaz de responder às transformações sociais e institucionais que o país atravessa. O Presidente da COTE considerou igualmente que a paz deve deixar de ser entendida apenas como ausência de conflito armado, devendo traduzir-se numa cultura permanente de cidadania, inclusão e participação colectiva.
“Precisamos construir uma paz que seja cultura de cidadania e compromisso colectivo de todos os moçambicanos”, sublinhou.
Edson Macuacua acrescentou ainda que o processo do Diálogo Nacional Inclusivo representa uma oportunidade para o país construir uma arquitectura nacional permanente de paz e reconciliação, envolvendo partidos políticos, instituições públicas, organizações da sociedade civil, sector privado, confissões religiosas e cidadãos em geral.
O Expert Meeting sobre Reconciliação e Unidade Nacional foi organizado pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), no âmbito do programa PRO-PAZ – Cultura para Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social e do programa Infraestruturas de Paz, em coordenação com a COTE e o Grupo de Trabalho sobre Reconciliação e Unidade Nacional do Diálogo Nacional Inclusivo. A iniciativa contou com apoio e cofinanciamento da União Europeia e da Open Society Foundations.











