Celebra-se nesta quarta-feira, 2 de abril, o Dia Internacional do Fact Checking, uma data instituída pela International Fact-Checking Network (IFCN) em 2016 para reconhecer o trabalho fundamental dos profissionais de verificação de informações. Em Moçambique, o Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), entende que esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da informação verdadeira e factual como ferramenta essencial para o fortalecimento da democracia e para a tomada de decisões informadas por parte dos cidadãos e das instituições.
No contexto democrático de Moçambique, a luta contra a desinformação é mais relevante do que nunca. Contextos de conflito armado como o que ocorre em Cabo Delgado e o ambiente polarizado que se regista após as eleições de 2024, constituem um terreno fértil para a desinformação. A estes factores, associa-se a facilidade de os cidadãos aceder a informações e partilharem em curto espaço de tempo, facilitados pela internet e redes sociais. Informações erradas ou distorcidas têm o poder de influenciar as opiniões públicas, descredibilizar instituições democráticas e conduzir a decisões prejudiciais para os cidadãos. As decisões políticas e as escolhas dos cidadãos devem ser orientadas por fatos comprovados, não por rumores ou notícias manipuladas.
O IMD apela a todos os cidadãos, os decisores políticos e profissionais da comunicação e informação a redobrar a sua vigilância na verificação de informações e a priorizar fontes confiáveis e verificadas. No entendimento do IMD, a desinformação não afeta apenas a integridade dos indivíduos, mas ameaça os pilares de qualquer democracia, ao enfraquecer a confiança nas instituições e no processo político.
Tomar decisões com base em informações falsas pode ter consequências graves, comprometendo o exercício de direitos fundamentais e, em última instância, os valores e princípios que sustentam a democracia. A liberdade de expressão e o direito à informação são direitos garantidos, mas também implicam a responsabilidade de buscar e compartilhar a verdade.
O IMD termina o seu comunicado reafirmando o seu compromisso de continuar a contribuir para que os processos de governação democrática e exercício de cidadania sejam orientadas por informações credíveis e baseadas em evidências.