A Suécia reiterou, esta quarta-feira, em Maputo, o seu compromisso em apoiar o processo de reconciliação nacional em Moçambique, destacando o reforço de capacidades técnicas e institucionais como um pilar central para a construção de uma paz sustentável e inclusiva.
A posição foi expressa pelo Embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, durante a sessão de abertura do workshop sobre Reforço de Capacidades para o Diálogo Nacional Inclusivo, Resolução de Conflitos e Reconciliação em Moçambique, facilitado pela Folke Bernadotte Academy, agência do Governo sueco dedicada à promoção da paz, segurança e desenvolvimento em contextos afectados por conflitos.
Segundo o diplomata, a reconciliação nacional deve ser encarada como um processo contínuo, que liga o passado, o presente e o futuro, exigindo compromisso colectivo, liderança responsável e participação inclusiva de todos os sectores da sociedade. “A construção da paz não é um evento isolado, mas um processo contínuo, que exige compromisso colectivo, liderança responsável e participação inclusiva”, afirmou.
No seu discurso, o Embaixador sublinhou que Moçambique possui uma história marcada por desafios significativos, mas também por uma notável resiliência, capacidade de diálogo e espírito de reconciliação, elementos que considera fundamentais para o sucesso do processo em curso.
Andrés Jato acrescentou que enfrentar os legados de conflitos violentos requer coragem, abertura e respeito mútuo, uma vez que estas questões estão frequentemente ligadas ao poder, à política e aos recursos, tocando experiências e perspectivas profundamente enraizadas. “É fundamental lidar com o passado, reconhecer feridas e fortalecer a resiliência social para gerir conflitos futuros. O conflito pode, por vezes, ser natural ou até construtivo, mas a violência nunca o é”, frisou.
O diplomata reiterou ainda que a reconciliação nacional constitui o eixo central do processo em curso, envolvendo o reconhecimento da dor, a reconstrução de relações e a criação de bases sólidas para uma convivência assente na justiça, no respeito mútuo e na inclusão. “A unidade nacional não significa uniformidade, mas sim a valorização da diversidade como fonte de riqueza e de força colectiva”, afirmou.
A formação é promovida pelo IMD, no âmbito do Programa ProPaz e ProCivico, em parceria com a Folke Bernadotte Academy (FBA) e a Fundação MASC, contando com o apoio de parceiros internacionais, com destaque para as Embaixadas da União Europeia, Finlândia e Suécia, que igualmente apoiam o Diálogo Nacional Inclusivo em curso no país.











