Representantes do Governo, sector privado, sociedade civil, comunidades locais e parceiros internacionais reúnem-se nesta terça-feira, 21 de abril, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, para uma mesa redonda dedicada à análise das implicações da retoma do projecto Mozambique LNG, um dos maiores investimentos de sempre em Moçambique, estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares.
O encontro decorre na cidade de Pemba, com o objectivo de promover uma reflexão inclusiva e informada sobre as oportunidades, desafios e riscos associados à retoma das operações de gás natural liquefeito na Península de Afungi.
A retoma do projecto surge após o levantamento da cláusula de força maior, declarada em 2021 na sequência da deterioração da situação de segurança em Cabo Delgado. Este novo contexto é visto como um marco importante para o relançamento económico do País, com potencial para gerar receitas públicas significativas, criar emprego e dinamizar as economias locais. Contudo, persistem preocupações relacionadas com a capacidade nacional de absorver os benefícios, a gestão das expectativas das comunidades e os riscos sociais, económicos e ambientais.
Na sessão de abertura, intervieram o Provedoria de Justiça, Isac Chande, o Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Albachir Macassar, o Director Executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, o Director Executivo da SARW, Claude Kabemba e o Presidente da FOCADE, Gerson Malute.
A mesa redonda é organizada pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) em parceria com o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, pela Provedoria de Justiça, pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), pela Fundação MASC, pela Southern Africa Resource Watch (SARW) e pelo Fórum das ONGs de Cabo Delgado (FOCADE).











